Plaza Imóveis
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Artigo atualizado: 22 de março de 2026
Quem caminha até o fim da Avenida Atlântica em qualquer uma das extremidades da Praia Central de Balneário Camboriú chega a uma estrutura de pedras que avança mar adentro. São os molhes — construções de engenharia costeira que existem em BC há décadas e que, sem muito alarde, desempenham um papel determinante na paisagem, na segurança náutica e até na qualidade da praia que milhões de pessoas frequentam todo verão.
Em 2025, os dois molhes ganharam nomes oficiais por lei municipal — um ato de reconhecimento tardio, mas importante, de duas personagens da história local. Hoje são o Pontal Celina Caetano Miguel, ao norte, e o Pontal Klaus Fischer, ao sul.
Um molhe é uma estrutura de contenção construída na foz de um rio ou canal para controlar o fluxo de areia e estabilizar a entrada de embarcações. Em BC, o Rio Camboriú desemboca no mar exatamente entre as duas extremidades da Praia Central — e sem os molhes, essa foz seria uma zona de assoreamento constante, com areia se deslocando de forma imprevisível e tornando a navegação perigosa.
Os molhes foram construídos para fixar a posição da foz, criando um canal navegável estável entre o Rio Camboriú e o mar. Isso beneficia diretamente a Marina Tedesco, o tráfego de embarcações de turismo, pesca e recreação, e o próprio equilíbrio da dinâmica sedimentar da praia.
Mas há um efeito colateral que moldou a história recente de BC: os molhes retêm areia. A estrutura ao sul, especialmente, ao fixar a foz, impede que a corrente litorânea continue redistribuindo sedimentos ao longo da praia. Com o tempo, a areia foi se acumulando em determinados trechos e desaparecendo em outros — contribuindo para o estreitamento progressivo da Praia Central que levou ao alargamento de 2017. Os molhes e o alargamento são, portanto, dois capítulos da mesma história.
Para entender mais sobre a transformação da praia, leia: Alargamento da praia de Balneário Camboriú: a história completa
O molhe norte fica na extremidade da Avenida Atlântica lado Pioneiros, onde a praia encontra a foz do Rio Camboriú. Foi oficialmente batizado como Pontal Celina Caetano Miguel pela Lei Municipal 5.016/2025, em homenagem a uma das primeiras moradoras da região norte da cidade — uma mulher que dedicou décadas à comunidade local quando aquela área ainda era pouco habitada.
O molhe norte tem um deck de madeira que permite caminhadas sobre as pedras até bem perto do mar. É um dos pontos preferidos para fotografia ao pôr do sol, especialmente porque o ângulo daqui permite enquadrar a Praia Central inteira ao fundo, com os arranha-céus no horizonte. A estrutura foi também incluída na legislação pet-friendly municipal — cães e gatos são permitidos na área com as devidas restrições.
Do molhe norte é possível avistar a Ilha das Cabras à distância, o movimento de embarcações no canal da foz e, em dias claros, o perfil do Morro do Careca no bairro Pioneiros.
Como chegar: siga a Avenida Atlântica em direção norte até o fim. O molhe está no extremo norte da orla, no bairro Pioneiros. Acesso: gratuito, todos os dias. Melhor horário para visita: final da tarde, para aproveitar o pôr do sol com a praia ao fundo.
O molhe sul é o mais longo dos dois, estendendo-se por aproximadamente 450 metros mar adentro. Está na extremidade da Avenida Atlântica lado Barra Sul, onde a foz do rio encontra a entrada do Canal da Barra que separa a Barra Sul do bairro histórico da Barra.
O nome oficial é Pontal Klaus Fischer, em homenagem a Klaus Fischer, um empreendedor alemão que chegou a Balneário Camboriú nos anos 1950 e foi uma das figuras mais importantes na história do turismo da cidade. Fischer foi proprietário do Hotel Fischer, um dos primeiros e mais tradicionais da cidade, e exerceu papel pioneiro na estruturação da oferta hoteleira de BC numa época em que a cidade ainda dava seus primeiros passos como destino turístico.
O Molhe Barra Sul é mais visitado que o norte, em parte pela extensão — caminhar até a ponta é um programa completo em si mesmo — e em parte pela localização privilegiada na Barra Sul, o bairro mais movimentado e valorizado da cidade. Do final do molhe, a vista abrange a Praia Central de um lado e o Canal da Barra com o bairro histórico do outro — dois mundos completamente diferentes num único ponto de observação.
Bancos ao longo do percurso tornam a caminhada confortável para qualquer ritmo. O local também é pet-friendly conforme a mesma lei municipal de 2025.
Como chegar: siga a Avenida Atlântica em direção sul até o fim, na altura da Barra Sul. Acesso: gratuito, todos os dias. Melhor horário para visita: qualquer hora — ao amanhecer para paz total, ao entardecer para o pôr do sol mais fotogênico da cidade.
Para os moradores de Balneário Camboriú — especialmente dos bairros Centro, Barra Sul e Pioneiros — os molhes fazem parte da rotina de lazer. Uma caminhada até o Pontal Klaus Fischer ao final da tarde, um passeio com o cachorro até o Pontal Celina ao fim de semana, ou simplesmente sentar nos bancos do molhe sul observando as embarcações entrar e sair do canal — são experiências que pertencem ao dia a dia da cidade.
Essa dimensão de lazer cotidiano é parte do que faz a orla de BC ser tão valorizada imobiliariamente. Não é só a praia — é o conjunto de espaços públicos de qualidade que tornam a vida no entorno da Avenida Atlântica única no Brasil.
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