Plaza Imóveis
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Artigo atualizado : 22 de março de 2026
Como era a Praia Central antes das obras
Durante décadas, a Praia Central de Balneário Camboriú foi se estreitando progressivamente. O problema era estrutural: a combinação entre a verticalização intensa da orla, a impermeabilização do solo, as correntes marinhas e a retenção de areia pelos molhes da Barra foi erosando a faixa de areia ao longo dos anos.
No início dos anos 2000, a situação se tornou crítica em vários trechos. Em alguns pontos da orla, especialmente no trecho central próximo à Rua 3500, a areia tinha praticamente desaparecido em dias de maré alta — restando apenas cerca de 15 a 25 metros de faixa entre o calçadão e o mar. Nas ressacas, a água chegava a invadir a Avenida Atlântica.
A sombra dos prédios também era outro problema visível: com a praia tão estreita, os arranha-céus bloqueavam a luz solar a partir do início da tarde, encurtando o dia de praia especialmente no verão.
A ideia de alargar a praia por dragagem marinha circulava em Balneário Camboriú desde os anos 1970, mas sempre esbarrava em questões técnicas e financeiras. O projeto ganhou tração definitiva no início dos anos 2010, quando a prefeitura encomendou estudos detalhados de viabilidade e impacto ambiental.
A licitação foi vencida por um consórcio formado pela brasileira DTA Engenharia e a belga Jan De Nul — uma das maiores empresas de dragagem do mundo, com experiência em projetos similares na Europa e na Ásia. O contrato foi de R$ 66,8 milhões.
O processo de alargamento por dragagem é tecnicamente fascinante. Uma draga de sucção foi posicionada em alto mar, a alguns quilômetros da costa, e passou a sugar areia do fundo do oceano — areia que tinha exatamente a composição granulométrica estudada pelos engenheiros para se integrar à praia existente sem ser carregada rapidamente pelas correntes.
Essa areia era transportada por uma tubulação flutuante e lançada na faixa praial, onde máquinas e equipes de topografia faziam o nivelamento e o perfil da nova praia. O processo começou em março de 2017 pelo extremo sul da orla, próximo à Barra Sul, e avançou em direção ao norte a uma média de 90 metros por dia.
As obras foram concluídas em novembro de 2017 e o resultado impressionou até os mais céticos. A faixa de areia passou de uma média de 25 metros para cerca de 70 metros em toda a extensão da Praia Central — quase triplicando a largura. Em alguns pontos, a nova areia avançou até 80 metros em relação à linha original.
Os efeitos foram imediatos e múltiplos. A sombra dos prédios passou a atingir a areia muito mais tarde, ampliando o período de sol na praia. A infraestrutura da orla foi completamente renovada: novo calçadão, ciclovia, paisagismo, iluminação e espaços de lazer. A sensação da praia mudou completamente — de uma faixa estreita e congestionada para uma orla generosa e confortável.
O alargamento foi um dos maiores catalisadores de valorização imobiliária na história recente de Balneário Camboriú. Imóveis na primeira e segunda quadras do mar, que já eram valorizados, deram um salto significativo. Apartamentos que tinham vista para um calçadão estreito passaram a ter vista para uma praia ampla e bem equipada — uma diferença percebida e precificada pelo mercado.
A obra consolidou BC no imaginário nacional como destino de alto padrão, atraindo um perfil de comprador e investidor ainda mais qualificado. O metro quadrado, que já subia antes das obras, acelerou sua valorização nos anos seguintes — e hoje BC figura consistentemente entre as cidades com maior valorização do m² residencial do Brasil.
Para quem comprou imóvel antes do alargamento, a valorização foi expressiva. E para quem compra hoje, mora em frente a uma das praias urbanas mais largas e bem estruturadas do país.
Esta é a informação mais atual — e a mais relevante para quem está avaliando investir em BC hoje. Passados quase 10 anos da conclusão do primeiro alargamento, a areia voltou a ceder em alguns trechos da Praia Central, especialmente no extremo norte da orla. O processo de erosão natural nunca para completamente.
A prefeitura e técnicos da área já discutem estudos preliminares para um segundo ciclo de engordamento da praia, ainda sem projeto aprovado ou prazo definido. Se confirmado, o segundo alargamento seguiria o mesmo modelo bem-sucedido do primeiro — e teria novamente impacto positivo na valorização imobiliária do entorno, como ocorreu em 2017.
Morar ou investir próximo à orla central de BC com esse cenário no horizonte é, historicamente, uma decisão que se mostrou acertada.
Este artigo foi publicado originalmente em 2017, durante as obras. O texto original cobria o avanço diário das dragagens — um registro histórico da transformação da cidade em tempo real. Para quem quer entender a magnitude do projeto, basta olhar as imagens de satélite do Google Maps comparando a orla em 2016 e em 2018: a diferença é impressionante.
A Plaza Imóveis tem imóveis frente mar e quadra do mar em Balneário Camboriú — apartamentos que têm como vizinhança diária a praia que você acabou de conhecer neste artigo.
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